11/07/09

Gulbenkian de Paris expõe obras fotográficas no feminino


“No Feminino – Mulheres Fotografam Mulheres” (Au Féminin - Women Photographing Women, no original) é o título da exposição patente no Centro Cultural Calouste Gulbenkian, em Paris, com a originalidade de reunir trabalhos em que fotógrafas e fotografadas são mulheres.

“Esta, julgo eu, é a primeira grande exposição só com fotografias de mulheres sobre o feminino”, afirmou à Agência Lusa o comissário da exposição, Jorge Calado, adiantando que a iniciativa reescreve também a história da fotografia:

“Sempre achei que a história da fotografia estava distorcida. Há mulheres fotógrafas tão boas como homens fotógrafos, em todas as alturas, mas a história da fotografia, tal como ela é conhecida e escrita, é dominada pelos homens”, esclareceu.

A mostra reúne 140 obras de uma centena de mulheres fotógrafas, dos cinco continentes, entre 1850 e 2009 e abarca todos os géneros fotográficos, contribuindo para o equilíbrio entre a representação do trabalho desenvolvido por homens e mulheres na arte fotográfica.

“Acho que não há diferença entre o olhar masculino e o olhar feminino, e foi isso que, também, procurei aqui mostrar”, adiantou o comissário.

Ana Telhado, Brígida Mendes, Helena Almeida, Luísa Ferreira, Maria Lamas e Rita Barros são os nomes que representam Portugal na exposição que está patente até 29 de Setembro de Paris, onde se podem ver também, entre outros, trabalhos de Tina Modotti, Leni Riefenstal, Margaret Bourke-White, Dora Maar e Wynn Richards.

“No caso português a mais importante de todas é a Maria Lamas (representada com oito fotografias, entre as quais sete provas vintage), que foi uma grande escritora e uma mulher muito activa na política durante a ditadura de Salazar”, adiantou.

“Tenho muito orgulho nisto, é a primeira vez que as fotografias da Maria Lamas (sobre a condição da mulher portuguesa no final dos anos 40) são expostas”, defendeu Jorge Calado.

“Super contente por estar incluída numa história da fotografia”, a fotógrafa Rita Barros disse à Lusa que a exposição mostra que “há fotógrafas fantásticas que tiveram muito pouca visibilidade” e que a “qualidade é transmitida, seja de que nacionalidade for.”

A exposição, que nem sequer será vista em Lisboa, pela impossibilidade de voltar a conciliar as dezenas de entidades, galerias, privados e coleccionadores que cederam as obras para a exposição no Centro Cultural Gulbenkian de Paris, despertou grande interesse internacional.

“Tenho pena que isto nem sequer vá a Lisboa. Era bonito porque eu sei que esta exposição despertou um grande interesse internacionalmente. Em parte, os empréstimos que tive é porque se percebeu lá fora, na América, na Austrália, no Canadá, a importância histórica de uma exposição com este escopo.”Declarou ainda o comissário.

Para o Director do Centro Cultural Calouste Gulbenkian de Paris, João Pedro Garcia esta primeira mostra mundial em que com fotografias tiradas por mulheres a mulheres, é uma “exposição de alta qualidade com obras-primas raríssimas da história da fotografia desde meados do século XIX.”

Fonte: LUSA


Exposição patente até 29 de Setembro.

Foto:Maria Lamas, Minas de São Pedro da Cova, 1948-50


Sítio do Centre Culturel Calouste Gulbenkian Aqui

~ 3 comentários: ~

José Carlos Marques says:
at: 11 julho, 2009 20:20 disse...

Olá Rui. Como já deves ter reparado, o Share Magazine é um blog que se alimenta de outros. E de outras notícias que vou apanhando aqui e ali. Daí o "roubo" dos teus posts. Espero que não tenhas levado a mal.

Abraço.

ruimnm says:
at: 12 julho, 2009 11:21 disse...

Não levei a mal, como até fico contente por achares que alguns dos meus posts são de interesse.

ana barata says:
at: 14 novembro, 2009 23:07 disse...

Olha, uma notícia a uma exposição de uma extensão da "minha" casa! Pena não ter vindo cá para Lisboa, para nós a podermos ver.

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