FOTOS DISTO E DAQUILO TIRADAS AQUI E ACOLÁ

Sábado, 11 de Julho de 2009

Gulbenkian de Paris expõe obras fotográficas no feminino

“No Feminino – Mulheres Fotografam Mulheres” (Au Féminin - Women Photographing Women, no original) é o título da exposição patente no Centro Cultural Calouste Gulbenkian, em Paris, com a originalidade de reunir trabalhos em que fotógrafas e fotografadas são mulheres.

“Esta, julgo eu, é a primeira grande exposição só com fotografias de mulheres sobre o feminino”, afirmou à Agência Lusa o comissário da exposição, Jorge Calado, adiantando que a iniciativa reescreve também a história da fotografia:

“Sempre achei que a história da fotografia estava distorcida. Há mulheres fotógrafas tão boas como homens fotógrafos, em todas as alturas, mas a história da fotografia, tal como ela é conhecida e escrita, é dominada pelos homens”, esclareceu.

A mostra reúne 140 obras de uma centena de mulheres fotógrafas, dos cinco continentes, entre 1850 e 2009 e abarca todos os géneros fotográficos, contribuindo para o equilíbrio entre a representação do trabalho desenvolvido por homens e mulheres na arte fotográfica.

“Acho que não há diferença entre o olhar masculino e o olhar feminino, e foi isso que, também, procurei aqui mostrar”, adiantou o comissário.

Ana Telhado, Brígida Mendes, Helena Almeida, Luísa Ferreira, Maria Lamas e Rita Barros são os nomes que representam Portugal na exposição que está patente até 29 de Setembro de Paris, onde se podem ver também, entre outros, trabalhos de Tina Modotti, Leni Riefenstal, Margaret Bourke-White, Dora Maar e Wynn Richards.

“No caso português a mais importante de todas é a Maria Lamas (representada com oito fotografias, entre as quais sete provas vintage), que foi uma grande escritora e uma mulher muito activa na política durante a ditadura de Salazar”, adiantou.

“Tenho muito orgulho nisto, é a primeira vez que as fotografias da Maria Lamas (sobre a condição da mulher portuguesa no final dos anos 40) são expostas”, defendeu Jorge Calado.

“Super contente por estar incluída numa história da fotografia”, a fotógrafa Rita Barros disse à Lusa que a exposição mostra que “há fotógrafas fantásticas que tiveram muito pouca visibilidade” e que a “qualidade é transmitida, seja de que nacionalidade for.”

A exposição, que nem sequer será vista em Lisboa, pela impossibilidade de voltar a conciliar as dezenas de entidades, galerias, privados e coleccionadores que cederam as obras para a exposição no Centro Cultural Gulbenkian de Paris, despertou grande interesse internacional.

“Tenho pena que isto nem sequer vá a Lisboa. Era bonito porque eu sei que esta exposição despertou um grande interesse internacionalmente. Em parte, os empréstimos que tive é porque se percebeu lá fora, na América, na Austrália, no Canadá, a importância histórica de uma exposição com este escopo.”Declarou ainda o comissário.

Para o Director do Centro Cultural Calouste Gulbenkian de Paris, João Pedro Garcia esta primeira mostra mundial em que com fotografias tiradas por mulheres a mulheres, é uma “exposição de alta qualidade com obras-primas raríssimas da história da fotografia desde meados do século XIX.”

Fonte: LUSA


Exposição patente até 29 de Setembro.

Foto:Maria Lamas, Minas de São Pedro da Cova, 1948-50


Sítio do Centre Culturel Calouste Gulbenkian Aqui

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

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Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

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Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

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Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Candida Höfer em Braga

A Galeria Mário Sequeira, em Braga, inaugurou no dia 4 de Julho de 2009, pelas 18h00, uma exposição individual de Candida Höfer, que contou com a presença da Artista.

Nesta exposição, são apresentados 14 trabalhos fotográficos de grandes dimensões, seleccionados pela Artista e pela Galeria, é a primeira que a Artista apresenta numa galeria privada no nosso País e poderá ser visitada até ao dia 15 de Setembro.

Candida Höfer (1944 Eberswalde, Alemanha) estudou na Kunstakademie de Dusseldófia, primeiro Cinema, com Ole John, depois Fotografia, com Bernd Becher. O seu trabalho já foi exposto em museus como as Kunsthalle de Basileia e de Berna, o Portikus, de Frankfurt, a Kunsthalle de Hamburgo, o Power Plant, de Toronto e, em 2006, no Museu do Louvre, Paris. Participou em inúmeras exposições colectivas, nomeadamente no Museu de Arte Moderna (MOMA), Nova Iorque, Na Kunsthaus Bregenz, no Museu Ludwig, Colónia, e, em 2002, na Documenta 11, Kassel. Em 2003, a Artista representou a Alemanha na Bienal de Veneza. Candida Höfer vive e trabalha em Colónia.

“A ordem das suas fotografias ecoa a ordem – física, espiritual, cultural e económica – reconstituída nos anos dos pós guerra da infância da Artista na arquitectura dos espaços públicos que viriam a ser o cenário para as ideologias renovadas da vida social. Agora, Höfer olha intensamente para essas estruturas, enquanto nós, as gerações, passamos através delas absorvendo distraidamente as visões de eternidade, de sabedoria e de rectidão nelas contidas. Trata-se de visões Europeias que foram exportadas para todo o mundo e se manifestam nas paisagens urbanas e mentais de outras nações.
(…)
As exposições e os livros de Candida Höfer criam um “museu sem paredes” em que podemos começar a perceber e a compreender as camadas complexas de sentido inerentes às expressões arquitectónicas ocidentais – em que as suas interligações ideológicas, as suas semelhanças e as suas diferenças, as suas características locais e globais, são visíveis perante o nosso olhar de uma maneira não distraída. As suas imagens, vistas em conjunto, proporcionam uma perspectiva panorâmica, construindo, por acumulação, uma imagem credível do alcance extensivo da Modernidade Iluminada: das suas forças e das suas glórias , dos seus falhanços e pretensões e dos seus sonhos de universalidade , tal como foram exportados (tal como a sua arte) para todo o mundo.
(…)
O seu registo arquivístico da arquitectura pública faz um inventário do sonho: preserva-o em duas dimensões, congela-o no tempo, faz dele um monumento fotográfico antes que volte a desaparecer – talvez devastado pela guerra, pela insegurança ou por desastres naturais, ou simplesmente pelo avanço incontrolável do tráfego global na auto-estrada da informação. A sua câmara, as suas exposições prolongadas e o seu olhar interminável são pontos estáticos num mundo em mudança, eternizando (tal como a própria arquitectura) aquilo que foi, e aquilo que será, transitório.”
(Shelley Rice, 2006 - Profundidade, Contida -
in “Candida Höfer em Portugal”)

(Fonte: Galeria Mário Sequeira)

Candida Hofer na Rena Bransten Gallery Aqui.

Foto: Candida Hofer, Teatro Nacional de São Carlos, Lisboa, 2005.

Segunda-feira, 6 de Julho de 2009

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Sábado, 4 de Julho de 2009

Bzzzzzzz...


Sexta-feira, 3 de Julho de 2009

Eixo Atlântico do Noroeste Peninsular lança Bienal de Fotografia a partir de 2010

O Eixo Atlântico vai criar uma Bienal de Fotografia de características idênticas à de pintura já existente, disse à Lusa o vereador da Cultura da Câmara de Gaia, Mário Dorminsky. A decisão foi tomada na reunião do Conselho de Cultura do Eixo Atlântico (formado pelos vereadores desta área de todos os 28 municípios portugueses e galegos da associação) presidida pela Câmara de Gaia, que é a anfitriã da Capital da Cultura do Eixo Atlântico.

O autarca referiu que este foco na área da fotografia será materializado também no lançamento de um livro de fotografias sobre a evolução das cidades constituintes desta associação desde o início do século XX. "Em articulação com a Bienal de Fotografia, irá também nascer o futuro Museu da Fotografia do Eixo Atlântico, outra decisão hoje tomada pelo Conselho da Cultura", revelou Mário Dorminsky.

A candidatura à Capital da Cultura do Euro-Região Galiza/Norte de Portugal veio na sequência da aprovação desta iniciativa, a 17 de Setembro último, em Vigo, na reunião da Comissão de Cultura do Eixo Atlântico, a que Mário Dorminsky preside.

Criado em 1992 por 18 cidades, nove de cada lado da fronteira, o Eixo Atlântico é uma associação transfronteiriça que reúne presentemente 34 municípios, 17 de cada lado da fronteira, sendo a sua Comissão de Cultura formada pelos vereadores com esse pelouro dos concelhos constituintes. Tem uma presidência rotativa assumida alternadamente por municípios da Galiza e do Norte de Portugal, sendo presentemente Luís Filipe Menezes o presidente desta organização. In, Público. Toda a notícia Aqui.

O sítio do Eixo Atlântico Aqui.

Quinta-feira, 2 de Julho de 2009

Galeria inglesa expõe fotografias de Madonna

A multimilionária artista norte-americana Madonna tinha 20 anos quando posou nua em frente da objectiva do fotógrafo Martin Schreiber. Foi em 1979. Uma sessão artística, a preto e branco, que rendeu à cantora 30 dólares. Dinheiro usado para financiar as aulas de dança, daquela que é, provavelmente, a Rainha da Pop, dancarina exímia e cantora mundialmente reconhecida.

Quando a jovem Madonna saltou para o estrela to, nos anos 80, com o polémico "Like a Virgin", o fotógrafo nova-iorquino vendeu as fotos à Playboy. A revista, fundada por Hugg Hefner, publicou a sessão, em 1985.

"Na verdade, ela era manequim na altura. Foi paga por uma sessão de fotos que Martin usou nas aulas para os seus estudantes. Na altura, ela era desconhecida", disse a organizadora da exposição, Jamie McCartney.

"Tratam-se, por isso, das últimas fotos que tirou numa altura em que ainda não tinha controlo total sobre a sua imagem", observou Jamie McCartney. "Foi durante este período que ela deve ter aprendido como podia tirar verdadeiramente rendimento da sua sexualidade", acrescentou a organizadora da exposição.

A exposição, que já passou por cidades como Praga, na República Checa, e Amesterdão, na Holanda, chega a Londres pouco antes de uma série de concerto de Madonna no Reino Unido, no quadro da tournée mundial "Sticky and Sweet", em tradução literal, "Doce e pegajoso". in, JN.


Foto: Andy Rain/LUSA
Evelyn, uma sósia de Madonna, posa em frente da exposição Madonna Nudes – 30ª aniversário


Para ver algumas imagens no sítio de Martin Schreiber Aqui.

Super-Rápido


Quarta-feira, 1 de Julho de 2009

Jindrich Streit, o “Walker Evans checo"

Quem vê o portfólio do checo Jindrich Streit, um nome que se destaca num país de grandes fotógrafos (Josef Koudelka, Jan Saudek, Václav Jíru), pensa automaticamente no norte-americano Walker Evans - e a referência, mais que um elogio, é a constatação da excelência de suas imagens. Pena que Streit seja pouco conhecido entre nós. O seu nome significa para a República Checa o que Evans (1903- 1975) representou para a América, acompanhando as mudanças sociais e políticas dos EUA desde a época da Grande Depressão.

Aos 63 anos, Streit é o herdeiro de uma tradição. De Václav Jíru aprendeu que a abordagem documental fria é um desrespeito aos modelos involuntariamente colocados diante da câmara. De Koudelka, nascido na Morávia, como Streit, herdou a solidariedade pelo homem das ruas. E da combinação de ambos surgiu o desejo de percorrer vilarejos e cidades da Morávia como Bruntál, perto da fronteira polaca, registando o quotidiano de camponeses esquecidos pela história.

Streit, hoje professor de fotografia criativa na Universidade Silesiana, nem sempre teve o seu talento respeitado no seu país. Durante o regime comunista, o seu trabalho foi visto com desconfiança pelas autoridades governamentais, que identificavam nesses registos tentativas de difamar a política estatal. O seu testemunho das condições de vida nos vilarejos da Morávia rendeu-lhe o confisco de negativos e uma passagem pela prisão. Trágica miopia totalitária. Imagens suas de aldeias e vilarejos como Topolany ou Mladec, na região de Haná, Morávia, não são manifestos políticos, mas fragmentos de uma crónica amorosa da vida dos camponeses locais.

A exemplo de Evans, Streit solidariza-se com esses trabalhadores esquecidos às margens do progresso. O seu registo da vida camponesa em vilarejos como Bruntál, parafraseando o que Geoff Dyer disse do americano, faz do documental um género inseparável do lírico. Reforça esse parentesco com Evans o facto de Streit também preferir o preto e branco (o americano considerava a foto a cores "vulgar", a despeito de ter usado uma Polaroid no fim da vida). Streit une essa tradição documental da Magnum com uma abordagem mais íntima, mas nem por isso leve, exemplos dos registos "pesados" do fotógrafo checo são: crianças aprendendo a cortar carne ou brincando com armas em regiões pobres da Morávia.

Essa tendência ao trágico, reforçada pela tonalidade espectral dos seus personagens, é deixada de lado em algumas fotos, como a do encontro de um velho e uma criança com um homem vestido como um astronauta em Bruntál, registado em 2005. É um violento contraste com a solidão do jovem que se banha num bebedouro de Pardubice (região central da Boémia) ou a reunião de operários de uma fábrica de cal no vilarejo de Mladec. Em cenas como essa, o estado de embriaguez traduz uma atitude escapista daqueles reprimidos pelos invasores estrangeiros.

Se Evans procurou "representar as coisas em relação a si mesmas" sem intervenção ou tendência à idealização, é possível dizer o mesmo de Jindrich Streit.

Foto: Jindrich Streit

Ver o sítio de Jindrich Streit Aqui.

Numbers all around





Terça-feira, 30 de Junho de 2009

Iluminando um céu escuro


Segunda-feira, 29 de Junho de 2009

O Som da Nuvem


Sábado, 27 de Junho de 2009

Bernie DeChant


Para muitos de nós (ou só alguns) esta é uma época de férias e para quem está a pensar atravessar o Atlântico e descansar alguns dias no Brasil, poderá passar por Curitiba e visitar a exposição “Brasil, além Brasil”, que está patente no Museu Oscar Niemeyer, até ao dia 7 de Fevereiro de 2010, do fotógrafo norte-americano Bernie DeChant que faz das suas fotografias obras de arte, com títulos sugestivos. Nalgumas narra factos, que estão à disposição de todos, mas que só o olhar atento do fotógrafo consegue destacar. Noutras, cria imagens que parecem cenas em quadros pintados, com plástica de fotografia de cinema. Faz poesia sem utilizar uma só palavra.

Na selecção feita pelo curador Andy Patrick, uma das características da obra de DeChant que chama a atenção do observador são os grafismos, que obtém através do corte do objecto escolhido, do ângulo e da luz. Com formação em design gráfico, DeChant transporta todo esse conhecimento para as suas imagens; por vezes coloridas, noutras a preto e branco, mas sempre em permanente diálogo uma com a outra.

Desde os 9 anos, impressionado pela obra de Oscar Niemeyer, na criação de Brasília, sobre a qual dizia “essa é a cidade do futuro”, o fotógrafo traduziu a modernidade do arquitecto brasileiro nas obras “Desembaraço” e “Alinhamento”. Na primeira, mostra a fachada de um dos prédios da capital federal reflectida no espelho de água, a formar a mesma concepção quadriculada da fachada. Em “Alinhamento” utiliza recurso semelhante para mostrar um novo ângulo de outra fachada de um prédio, assim como na obra “Centro”, que destaca o quadrado perfeito do cruzamento de uma avenida da Califórnia, vista do alto.

Exactamente a temática que inspira e serve como um dos focos da obra do fotógrafo: as cidades do mundo, suas formas, corem, ritmos e, especialmente, a geometria apanhada em recortes urbanos. Não importa em que país esteja, Bernie encontra, nas cidades do mundo, similaridades e complementos. Nas suas cenas reúne a arte, a arquitectura e o design. Entre as imagens incluídas nesta exposição está, por exemplo, a promessa futurista de Brasília em contraste com a Tóquio colorida, moderna, universal e cosmopolita; a China milenar e o exótico Marrocos; e a Lisboa de prédios altos. Como num “raio x” dos lugares por onde passa, nas suas viagens pelo mundo, o olhar de fotógrafo estrangeiro registra o ambiente, os costumes e a rotina das cidades.

Os contrastes e as semelhanças estéticas na arquitectura é um dos três núcleos que divide a exposição. As formas abstractas e as formas humanas conceituam os outros dois segmentos nos quais DeChant trabalha nesta exposição. Atento ao Brasil, o fotógrafo traduziu a favela carioca da Rocinha na sugestiva obra “Ninho de Dados”, a grande obra abstracta da mostra. “Ninho de Dados” nada mais é do que um emaranhado encontro de fios na cabeceira de um poste da Rocinha. A favela também ganha destaque em “Craca de Rochedos”, em diálogo com “Blocos Construtivos”, foto do Pelourinho (Salvador), nas quais o fotógrafo mostra as conjugadas construções pelos morros, parecendo formar um único grande bloco.

Para quem não pode ir ao Brasil, como eu, podem sempre visitar o sítio de Bernie DeChant Aqui.

O sítio do Museu Oscar Niemeyer Aqui.
Foto: Bernie DeChant.

Sexta-feira, 26 de Junho de 2009

A Sombra da Cabra


Coimbra, Portugal

Um Fotógrafo Russo em 1900


As fotografias de Sergei Mikhailovich Prokudin-Gorskii (1863-1944) oferecem um vivido retrato de um mundo perdido - o Império Russo nas vésperas da I Guerra Mundial e a próxima revolução. Os seus temas variam desde as igrejas e mosteiros medievais da antiga Rússia, ás ferrovias e fábricas de uma emergente potência industrial, a vida diária e o trabalho da Rússia de uma população diversa.

No início dos anos 1900 Prokudin-Gorskii formulou um ambicioso plano para um levantamento fotográfico do império russo que ganhou o apoio do Czar Nicholas II. Entre 1909-1912, e novamente em 1915, completou estudos de onze regiões, viajando num carro especialmente equipados fornecido pelo Ministério dos Transportes.

Prokudin-Gorskii foi para a Rússia em 1918, passando primeiro pela Noruega e Inglaterra e França. Por essa altura o czar e sua família foram assassinados e o império que Prokudin-Gorskii tão cuidadosamente tinha documentado fora quase totalmente destruído.

As suas sobreviventes imagens da Rússia, nas vésperas da revolução - gravadas em placas de vidro - foram adquiridas pela Biblioteca do Congresso em 1948 a partir dos seus herdeiros.

Para esta exposição, que agora podemos ver, as placas de vidro foram digitalizadas e, através de um processo inovador conhecido como digichromatography, foram produzidas imagens brilhantes.

Esta exposição apresenta uma amostra das imagens históricas de Prokudin-Gorskii produzidas através do novo processo, a tecnologia digital, que torna possível esta superior cor e celebra o facto de, pela primeira vez, muitas destas maravilhosas imagens estarem disponíveis ao público.

Nascido em Murom, uma província da Rússia (inicialmente acreditava-se que tivesse nascido em São Petersburgo) em 1863, e educado como um químico, Prokudin-Gorskii dedicou a sua carreira para o avanço da fotografia.
Estudou com renomados cientistas, em São Petersburgo, Berlim e Paris. A sua própria pesquisa original rendeu patentes para produzir um filme colorido, slides e cor para projectar filmes. Por volta de 1907 Prokudin-Gorskii formulou um plano para utilizar os avanços tecnológicos emergentes, que tinham sido feitos sistematicamente na fotografia a cores para documentar o império russo. Através do tal projecto ambicioso, o seu grande objectivo era o de educar as crianças da escola da Rússia, com as suas "ópticas, cor e projecções" da vasta e diversificada história, cultura e modernização do império.

Equipado com um carro especialmente fornecido pelo Czar Nicholas II, e na posse das duas licenças que lhe concedeu o acesso a áreas restritas e de cooperação entre o império da burocracia, Prokudin-Gorski foi documentando o império russo em torno de 1907 até por volta de 1915.

Conduziu muitas palestras ilustradas do seu trabalho.
Prokudin-Gorskii deixou a Rússia em 1918, após a Revolução Russa, indo viver para Paris, onde morreu em 1944.


Foto: Sergei Mikhailovich Prokudin-Gorskii, 1909


Ver o trabalho de Prokudin-Gorskii Aqui.

Quarta-feira, 24 de Junho de 2009

Escola d'Escalada


Malick Sidibé vence PhotoEspaña09

E Isabel Muñoz recebe prémio carreira.

O Prémio PhotoEspaña Baume&Mercier 2009 foi entregue ao fotógrafo do Mali Malick Sidibé pelos seus retratos do quotidiano feitos durante as décadas de 1960 e 70. Para o júri, o prémio foi entregue a um fotógrafo com "qualidades excepcionais de retratista" que é já um dos mais célebres profissionais do sector em África.

O fotógrafo captou, através dos trabalhos feitos no seu estúdio, o Studio Malick, e nas ruas de Bamako, a capital do Mali, "um período importante da história africana, que foi uma etapa de emancipação, de revoluções culturais, de orgulho e de esperança no futuro", descreve ainda o júri de um dos mais importantes eventos da fotografia mundial.

O prémio consiste em 12 mil euros, na compra da sua obra e num troféu criado pelo pintor e artista gráfico Eduardo Arroyo.

Malick Sidibé foi já distinguido, no passado, com o Leão de Ouro da Bienal de Veneza, com o Prémio Hasselblad (Suécia) e do Centro Internacional de Fotografia de Nova Iorque. Com o prémio na PhotoEspaña deste ano, Malick Sidibé congratulou-se por poder ter "transmitido a mensagem de África a todo o mundo".

Também ontem foram divulgados os restantes prémios do PhotoEspaña 2009, entre os quais o galardão Bartolomé Ros para a melhor trajectória espanhola na fotografia, um prémio para a carreira de Isabel Muñoz, fotógrafa "valente e especial" nas palavras da responsável pelo prémio, Rosa Ros, em declarações ao diário espanhol ABC. O prémio Bartolomé Ros tem também um valor pecuniário de 12 mil euros.

Entre os restantes galardões do evento que este ano teve exposições em Madrid, Cuenca e duas mostras em Portugal, no Museu Colecção Berardo, contam-se o Prémio Festival Off Saab para a exposição Acidentes de Jin Shi (Galeria Magee), o Prémio do Público M2-El Mundo para a exposição Resiliência (Instituto Cervantes), o Prémio Descubrimientos PHE Epson para a fotógrafa mexicana Alejandra Laviada (que assim terá uma exposição na próxima edição do PhotoEspaña) e o Prémio Revelação para Carlos Sanva, o Prémio Valores Humanos para a fotógrafa Simona Ghizzoni pelo trabalho Odd Days. in Público. A notícia Aqui.

Foto: Malick Sidibé.

Terça-feira, 23 de Junho de 2009

Fotógrafo que registrou a história do jazz digitaliza seu arquivo

Herman Leonard conviveu com os grandes músicos do jazz do século XX. Prémio do Grammy garante arquivamento e digitalização das suas imagens.

Uma mulher abriu a porta vestindo roupas de casa e um avental.

“Primeiramente eu pensei, ‘esta é a empregada’”, diz o fotógrafo Herman Leonard. “Ela disse, ‘desculpe-me, mas eu tenho que alimentar o cão’. Ela tinha um bife fritando na sertã preparando para o cão.”
A mulher era Billie Holiday, uma das maiores vozes do mundo moderno.
A cena foi eternizada em filme por Leonard, agora aos 86 anos. Ele capturou os momentos mais estranhos e íntimos das vidas dos grandes músicos do jazz. Na segunda metade do século XX, documentou o período mais fértil da história do jazz – o museu Smithsonian tem mais de 130 fotografias tiradas por Leonard na sua colecção permanente.
Os seus retratados vão de Louis Armstrong e Duke Ellington a Miles Davis e Dizzy Gillespie. Impressões das suas fotos são vendidas por até US$ 15 mil.
Leonard também capturou momentos fugazes nas vidas daqueles de fora do mundo da música, de soldados norte-americanos cruzando uma ponte de campanha em Bruma durante Segunda Guerra Mundial, até Marlon Brando tocando bongô, em Paris. Ele tirou fotografias de Albert Einstein, Harry Truman, Clark Gable, Marta Graham. Por algum tempo, Leonard trabalhou até para a revista "Playboy".
Mas foram as suas imagens do jazz – obras-primas de realismo – que lhe renderam um prémio de US$ 33 mil do Grammy, que ele agora está a usar para arquivar e digitalizar as suas fotos. Leonard é o primeiro fotógrafo escolhido para a bolsa, cujos agraciados normalmente estão ligados à indústria musical.

Leonard seguiu Miles Davis por quatro décadas, do seu início como trompetista no final dos anos 40 até 1991 no festival de jazz de Montreaux, na Suíça – seu último espectáculo.
O trompetista era conhecido por “ser difícil”, diz Leonard. “Mas nos dávamos bem”. Durante o ensaio, Davis dispensou todos os fotógrafos de uma horda, exceto um – Leonard.
“Eu pude ver no seu rosto... ele sabia que estava morrendo”, lembra Leonard.
Aquelas últimas fotos de Davis “mostram-no carregando uma grande carga de angústia”. Ainda assim, “ele estava glorioso. A pele dele parecia veludo negro. Os ossos estavam bem definidos, e aqueles olhos em chamas estavam tão intensos que era muito fácil fotografa-lo para qualquer fotógrafo. Ele era muito lindo”.
O gênio do jazz morreu seis semanas depois.

Então, há um Armstrong suado e cansado, sentado na frente de garrafas abertas de vinho e champanhe numa mesa dobrável durante uma pausa nas filmagens de “Paris blues”. Ele está a secar os seus lábios com um lenço branco, um cigarro acesso pendendo da outra mão.
Os retratos de bastidores são parte de uma vida de trabalho pelos quais Leonard foi honrado recentemente em Nova York com o prémio Lucie na categoria de retratos. A lista de agraciados inclui nomes como Annie Leibovitz, Henri Cartier-Bresson e Cornell Capa.
“Eu nunca trabalhei na minha vida. Eu faço o que eu amo”, disse Leonard numa entrevista em sua casa em Los Angeles que divide com a filha, genro e neta. “Eu fiz da minha paixão a minha profissão”.

Mudou-se para a Califórnia depois que o furacão Katrina destruiu sua a casa em Nova Orleães, que ficava a poucos quarteirões de um dique que se rompeu e destruiu 8 mil impressões das suas fotos. Mas 70 mil negativos foram salvos da correnteza nos cofres de um museu próximo.

Leonard descobriu a sua “assinatura” fotográfica por acidente, enquanto tentava registrar imagens em clubes noturnos escuros ao longo da rua 52 em Manhattan na década de 50.

“Criei a minha iluminação porque quando eu fotografava em clubes nocturnos, a luz existente era insuficiente”, diz. Encontrou a solução usando duas luzes estroboscópicas – uma no tecto próxima do spot direccionado ao microfone do músico, e a segunda atrás do artista, nalgum lugar na plateia.
“Então posicionava-me de um modo que se eu não conseguisse ver a luz de fundo, ela estava sendo bloqueada pelo músico”, explica. “Eu conseguia captar a atmosfera sem destruí-la.”
O resultado pode ser visto em retratos que dão ao fotografado uma aura brilhando, capturando ao mesmo tempo a enfumaçada intimidade dos antigos clubes de jazz.
Leonard já foi chamado de “o Charlie Parker da fotografia”. Mas quando lhe perguntam sobre qual músico gostaria de ser comparado, ele lembra-se de Gillespie.
“Dizzy conseguia tocar melodias sentimentais de alma e coração – e então podia-se tornar completamente selvagem”, admira Leonard.

Leonard é fascinado por quase tudo que vê, de celebridades a folhas mortas cobrindo uma calçada ou um homem beijando uma mulher numa rua de Paris. “Ele curvou-se sobre o carro de costas para mim, e as suas pernas estavam separadas e as pernas dela estavam juntas, entre as pernas dele – e era tudo que se podia ver”, lembra. “Esse é o tipo de imagem que me atrai, com um certo padrão ou composição.”
As imagens estavam em qualquer lugar por que passasse – vivendo na Europa por 35 anos, na ilha espanhola de Ibiza por oito anos e em São Francisco. Mas foi Nova Orleães que finalmente lhe roubou o coração.
“Havia um calor e uma receptividade lá, uma certa tolerância”, diz. “Você podia plantar uma bananeira no meio da rua, e seria somente parte da paisagem.”

Hoje, Leonard anda com sua equipa, formada por gente bem mais nova, por vezes fotografando noite adentro. Para se divertir, ele vai para clubes de jazz com amigos da indústria cinematográfica, longe daqueles “velhos xeretas”, diz ele, com uma risada.

Em Setembro, o Montreal International Jazz Festival vai lançar uma nova sala de exposições com um portefólio com fotografias de Leonard.
Também está a trabalhar num novo livro de imagens para ser publicado ainda em 2009. É a sequência de sua obra de 2006, “Jazz, giants and journeys”, com prefácio de Quincy Jones.
“Eu costumava falar para as pessoas que Herman Leonard faz com sua câmara o que nós fazíamos com os nossos instrumentos”, escreveu Jones. “A câmara de Leonard conta a verdade, e a faz balançar.”

Foto: Herman Leonard, 1949.
Mostrando Billie Holiday preparando um bife para o seu cão, Mister, no seu apartamento em Nova York.

O Fim de Kodachrome


A companhia Eastman Kodak anunciou, esta segunda-feira, que deixará de fabricar e comercializar a Kodachrome, a primeira e mais antiga película a cores com êxito comercial e uma das mais valorizadas pelos fotógrafos profissionais.
Aos 74 anos de vida, a Kodachrome sucumbe ao avanço da fotografia digital e de outro tipo de películas fotográficas mais modernas, que fizeram descer as vendas do filme para diapositivos e encarecer o processo de revelação.

«Kodachrome é um ícone. Foi uma decisão difícil, dada a sua grande história, mas a maioria dos fotógrafos de hoje aposta nas fotos com tecnologias mais novas, tanto digitais como com outro tipo de películas», explicou a presidente da divisão de películas da Eastman Kodak, Mary Jane Hellyar, em comunicado.

O fabricante calcula que, ao ritmo actual de vendas, os rolos Kodachrome terão desaparecido das prateleiras de todo o mundo no começo do próximo Outono no hemisfério norte.

Alguns dos últimos rolos serão doados ao Museu Internacional de Fotografia e Cinema George Eastman House, em Rochester (Nova Iorque), onde se encontra a maior colecção do mundo de câmaras e artigos relacionados com fotografia.

Além disso, está previsto que o fotógrafo Steve McCurry - conhecido pela sua fotografia da rapariga afegã de olhos verdes que 1985 foi capa da revista National Geographic, e que foi tirada com película Kodachrome - utilize algum dos últimos rolos, para que esses diapositivos sejam exibidos no museu nova-iorquino.

A Kodak também criou um espaço na Internet para homenagear a velha película, a mais antiga do mercado e uma das mais reconhecidas e valorizadas pelos profissionais pela sua nitidez e duração das cores, entre outros motivos.

Kodachrome deu inclusive nome a uma popular canção do norte-americano Paul Simon, na década de 1970: "Mama don't take my Kodachorme away", e até a um parque natural de Utah, nos Estados Unidos.

No entanto, já não representa nem um por cento das vendas de películas fotográficas da Kodak, que nos últimos anos procedeu a uma profunda reestruturação do seu negócio para centrar-se no mundo digital.

Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

Nemátodo*



*Nemátodo da Madeira do Pinheiro (Bursaphelenchus xylophilus)

O nemátodo ataca o sistema de circulação da árvore, enfraquecendo-a e tornando-a mais susceptível ao ataque de outras pragas.

O contágio ocorre através de um insecto vector (em Portugal o longicórnio do pinheiro – Monochamus galloprovincialis, que transporta os nemátodos nas traqueias). A dispersão da doença está limitada à altura, e capacidade de voo dos insectos (entre Abril e Outubro).

Ataca a generalidade das espécies de pinheiro e outras coníferas, à excepção do género Thuia. Algumas espécies de pinheiro, como o pinheiro-bravo, pinheiro-larício e pinheiro-silvestre são muito susceptíveis.

O adulto do insecto vector alimenta-se nos raminhos e rebentos de árvores adultas, arrastando consigo estados juvenis do nemátodo, que penetram por estas feridas. O nemátodo coloniza rapidamente os vasos do xilema, bloqueando o seu funcionamento, o que provoca a morte da árvore. Nas árvores mortas o nemátodo alimenta-se dos fungos que provocam o azulamento da madeira (do género Ceratocystis). As árvores debilitadas ou recentemente mortas atraem as fêmeas do insecto vector, que aí fazem a postura, podendo transmitir igualmente nemátodos. As larvas desenvolvem-se e transformam-se em adultos, os quais são colonizados por nemátodos antes destes abandonarem as árvores atacadas na Primavera seguinte.

Sábado, 20 de Junho de 2009

Prémio de Fotojornalismo "Visão" vai ser repensado


BES deixa de dar apoio ao maior prémio de fotojornalismo em Portugal.

O concurso nacional de fotojornalismo organizado pela revista "Visão" não se realiza este ano por falta de patrocinador, disse hoje fonte da publicação.

Fonte oficial da revista "Visão", publicação do Grupo Impresa, disse à Lusa que "este ano não houve patrocínio para o prémio, pelo que 2009 será feita uma pausa para repensar o concurso", que deveria realizar a 9ª edição.

O Banco Espírito Santo (BES) patrocinou algumas edições em exclusivo, incluindo a do ano passado, com a atribuição de 15.000 euros no prémio principal, conquistado pelo fotógrafo Augusto Brázio. O galardão, o mais importante na área do fotojornalismo em Portugal, atribuiu também no ano passado 2.500 euros nas categorias de Reportagem do Quotidiano e Reportagem Noticiosa, Vida Quotidiana, Retrato, Espectáculo, Desporto e Natureza.

Contactada pela Lusa, fonte do BES confirmou que deixou de patrocinar o prémio, mas escusou a fazer qualquer comentário sobre esta decisão.

No ano passado, a imagem de uma jovem de 19 anos segurando nos braços o terceiro filho acabado de nascer, ao mesmo tempo que era assistida pelo Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), conquistou o Grande Prémio da 8ª edição do prémio. Nesse ano concorreram 227 fotógrafos e o júri avaliou mais de 6.000 fotografias dos momentos mais marcantes do ano anterior em Portugal.
in, Público. Notícia Aqui.

Foto: Augusto Brázio, vencedor 2008

Sexta-feira, 19 de Junho de 2009

Viagem pelo mundo das imagens da World Press Photo no Museu da Electricidade

Está patente, entre 19 de Junho e 19 de Julho, no Museu da Electricidade, Lisboa, a exposição das fotografias vencedoras do concurso World Press Photo 2009.
É a 52ª edição da concorrida competição que, pelo terceiro ano consecutivo, elege o Museu da Electricidade como local para se mostrar, na capital portuguesa.
Em Portugal, a exposição, que vai estar patente em quase meia centena de pontos do globo, realizar-se-á também no Funchal, em Portimão e em Ponta Delgada.

UMA IMAGEM DA CRISE
A fotografia do ano pertence a Anthony Suau, dos Estados Unidos da América e foi tomada para a Time.
É a preto e branco e na imagem vê-se um detective que foi contratado para verificar se os residentes de uma casa em Cleveland (Ohio) a tinham, realmente, abandonado e se o local não havia sido entretanto ilicitamente ocupado. É uma foto que fala de uma das faces visíveis da crise, nos EUA: as ordens de despejo e a retoma de apartamentos por parte dos seus proprietários.
A cena, fotografada em Março de 2008, integra uma peça jornalística publicada na Time e que abordava a crise na economia norte-americana, uma reportagem que acabou por ganhar o 2º prémio da categoria "Histórias da Vida Diária".

UM CONCURSO A CRESCER
Este ano concorreram à WPP fotógrafos de 124 países sendo a China (490) e a Índia (208) aqueles de onde vieram mais competidores. Aliás, o número de candidatos surgidos do continente asiático aumentou em 14% relativamente à edição de 2008. Na Europa, continente que tradicionalmente se apresenta muito forte nesta disputa, notou-se um grande aumento de fotógrafos italianos (306, contra 251 em 2008) e polacos (104, contra 81).
O Júri entregou prémios, em 10 categorias, a 64 fotógrafos de 27 países: Argentina, Austrália, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, China, Colômbia, França, Alemanha, Grécia, Índia, Irlanda, Itália, Japão, México, Holanda, Polónia, Rússia, El Salvador, África do Sul, Coreia do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Ucrânia e Estados Unidos da América.

Foto: Anthony Suau, para a revista Time.
Pode ler uma notícia no Público Aqui.

Galeria dos vencedores Aqui.

Cobertutas Protectoras


Porto, Portugal

Quinta-feira, 18 de Junho de 2009

Forte S. João



Vila do Conde, Portugal

Concurso de Fotografia "Imagine a new world"



No âmbito do Ano Europeu da Criatividade e da Inovação (AECI) 2009, a Comissão Europeia lança um concurso fotográfico intitulado «Imagine a new world».


Convidam-se os fotógrafos, profissionais e amadores, de todas as idades e de todos os países da União Europeia, a darem largas à sua criatividade. Os vencedores eleitos por um júri internacional, serão premiados com equipamento fotográfico e uma viagem à Suécia. O concurso tem o seu próprio sítio web: www.imagine2009.eu. O prazo para envio das fotografias é 31 de Agosto de 2009. Desde a chegada do novo milénio, o Mundo enfrenta cada vez mais desafios globais ao nível da demografia, do ambiente e dos sistemas de valores. Nesta época de rápidas mudanças, temos de ser flexíveis e criativos e fazer uso pleno da nossa imaginação e da nossa capacidade de inovar.

A Comissão Europeia convida todos os fotógrafos profissionais, amadores e apaixonados por fotografia, a darem largas à sua imaginação e apresentarem trabalhos que expressem a sua visão de um “Mundo Novo”, participando no concurso de fotografia «Imagine a new world» até ao próximo dia 31 de Agosto de 2009.

O júri do concurso «Imagine a new world» será presidido pelo professor e presidente da European League of Institutes of the Arts (ELIA), Chris Wainwright ao qual se juntam profissionais de renome no campo da fotografia e da arte como Claude Bussac, directora de PhotoEspaña; François Hébel, director do evento Rencontres d´Arles, França; Orsolya Kőrösi, directora executiva da Casa da Fotografia da Hungria; Vangelis Ioakimidis, director do Museu de Fotografia de Salónica; Elina Brotherus, fotógrafa e artista (vídeo), Finlândia, e Klavdij Sluban, fotógrafo francês de origem eslovena.

O público europeu será chamado a seleccionar o vencedor do prémio «Favorito do Público», mediante votação no website da competição. Os quatro vencedores do concurso receberão como prémios, equipamentos fotográficos e uma viagem a Estocolmo para participarem na cerimónia de encerramento do Ano Europeu da Criatividade e Inovação 2009.
Para saber como participar e conhecer o regulamento do concurso, os interessados devem visitar o website criado especialmente para esta competição em www.imagine2009.eu

O concurso de fotografia é uma das várias iniciativas organizados pela Comissão Europeia no quadro do Ano Europeu da Criatividade e da Inovação 2009 (AECI). Com o slogan «Imaginar, Criar, Inovar.», o AECI 2009 tem como objectivo sensibilizar os cidadãos para a importância da criatividade e da inovação enquanto competências-chave do desenvolvimento pessoal, social e económico. Através desta iniciativa, a UE procura moldar o futuro da Europa no contexto da globalização, promovendo o potencial criativo e inovador que existe em todos nós.


Sítio oficial do concurso: www.imagine2009.eu

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